Romas, romãs, e a morte [do mundo]


E pensamos que tudo já havia acontecido.
E pensamos que o tempo dos miseráveis
arrastados para gáudio da plebe impiedosa e sanguinária
jazia há séculos. Mas não.

A dor não morre.
Renova-se apenas: naqueles que a sentem, que a olham.
Naqueles que observam atônitos, a alvorada de novos coliseus.
Novas romas, romãs – novas massas.
Não importa.

O mundo morreu ontem. Arrastado.

[que se penitencie, agora.

(c)Eliana Mora, 09/JAN/2007

Para o menino morto na rua, no Rio.
Serie “Fatos & Poesia”

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Uma resposta

  1. Muito bela surpresa, obrigada, Simbioze…
    todo meu agradecimento,

    beijos da El

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