Execução de Saddan Hussein

Saddam Hussein, 69 anos, o ditador que governou o Iraque com brutalidade sem remorso por quase meio século e foi derrubado por uma guerra contra os Estados Unidos que deixou seu país destroçado foi executado na forca por volta da 1h (horário de Brasília) da madrugada deste sábado (30/12) em Bagdá.

Foi um fim severo para o líder que desafiou três diferentes presidentes norte-americanos. Apesar da execução, Washington e seus aliados continuam a luta para vencer a insurgência liderada por tropas leais a Saddam e o conflito sectário que chega a ser comparado a uma guerra civil.

Ao ser divulgado o veredicto, no dia 5 de novembro, o xeque Al Nadawi, líder do grupo tribal Baigat, ao qual pertencia o ex-ditador, previu: “Saddam viveu como um herói e morrerá como um herói”.

Saddam era acusado de ter ordenado e executado as campanhas militares de Anfal, no Curdistão (norte), entre 1987 e 1988, que provocaram a morte de 180 mil curdos.

Os advogados do ex-ditador lutaram até o final para tentar evitar a execução, recorrendo inclusive à Justiça dos Estados Unidos para que bloqueasse a transferência de Saddam às autoridades iraquianas.

A rede de televisão iraquiana Al-Arabya divulgou as primeiras imagens da execução. Nelas, Saddam Hussein é filmado minutos antes da morte. O ex-ditador se negou a usar o capuz destinado aos condenados à forca.

O Conselheiro da Segurança Nacional do Iraque, Mouwafak al-Rubai, que estava presente à execução do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, afirmou que ele “parecia estranhamente submisso” ao processo. “Ele estava com medo. Dava para ver medo no seu rosto”, teria afirmado Rubai segundo a CNN. O enforcamento do ex-ditador foi filmado e fotografado.

Logo após a morte ser noticiada, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, classificou o enforcamento de “importante marco”, mas alertou que ela não vai acabar com a violência no Iraque.

Muitos iraquianos e descendentes de iraquianos comemoraram a execução no Iraque e nos Estados Unidos. Em Dearborn, Michigan, um grupo de americanos de origem iraquiana saiu às ruas com bandeiras e cartazes, antes mesmo da execução, para festejar. No Iraque, as forças americanas e locais estão em alerta para a possibilidade de uma onda de atentados após a morte do ex-líder, promovidos por grupos contrários à ocupação dos EUA.


Eu pergunto: Isso resolve alguma coisa?

Fonte
Abilene Bicalho, da Americana Digital

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